8.11.17

SOLIDÃO

Fui e voltei. Andei e revoltei. Fiquei só qual pinheiro isolado neste Verão de chamas incendiárias. À minha volta nada existe excepto uns congelados solitários armazenados no frigorífico para atenuar a incapacidade doméstica. Estou sozinho. O meu amor fugiu. Culpas não sei. Saudades todas. Admiro os que escrevem sobre política, criticam livros, ou comentam a TV. Gente feliz. Não sofrem, não se angustiam. Limitam-se a brincar com palavras. Como eu queria entrar nesse jogo. A solidão é um luto devastador, uma dor que se eterniza. Até quando?